Línguas e Culturas Tupí
O livro traz contribuições inéditas sobre a pré-história e sobre a história das línguas e culturas Tupí, assim como sobre diversos aspectos culturais e lingüísticos da realidade atual dos seus respectivos povos. Com este livro concretiza-se a associação de estudiosos da antropologia e da lingüística de diferentes orientações teóricas e de diferentes partes do mundo, num esforço de cooperação para a ampliação e consolidação do conhecimento científico sobre os povos indígenas de filiação Tupí. A obra reúne quase 40 contribuições de uma dezena de antropólogos e mais de duas dezenas de lingüistas, tratando-se da mais ampla coletânea de trabalhos sobre línguas Tupí já publicada no Brasil. Destacam-se, entre os autores, além dos próprios organizadores, nomes conhecidos como Wolf Dietrich, Marília Facó Soares, Yonne Leite, Lucy Seki e Ruth Monserrat, entre os lingüistas; e Waud Kracke, Roque Laraia, Carmen Junqueira, Betty Mindlin, Juracilda Veiga e Stephen Baines, entre os antropólogos. |
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Como nasce e por onde se desenvolve uma tradição escrita em sociedades de tradição oral?
Este trabalho – escrito por um lingüista-indigenista com experiência na formação de professores indígenas e vasta produção reflexiva a respeito da educação escolar indígena – avalia as condições nas quais pode surgir e desenvolver-se uma tradição escrita (uma literatura) em línguas de tradição oral, discutindo concretamente a situação das línguas e povos indígenas no Brasil atual. Sua pertinência reside no fato de tratar de uma questão que está colocada na ordem do dia, pela rápida disseminação das experiências de alfabetização em línguas indígenas no país e pelo crescimento vertiginoso das práticas de ensino escolar em comunidades indígenas, no Brasil, nas últimas décadas. |
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Diálogos Interculturais
Esse livro foi elaborado pela equipe do projeto Diálogo intercultural na educação inclusiva: integração da comunidade indígena na educação da Região das Missões do RS, um projeto que buscou instrumentalizar os educandos e os educadores das escolas públicas da região das Missões para o diálogo e para a prática intercultural.
A publicação deste livro pretende contribuir com o trabalho dos professores em sala de aula, subsidiando-os, para tratarem das questões envolvendo identidades, diferença e, em particular, da questão indígena na região Sul.
A maioria dos não-índios não faz distinção entre um povo indígena e outro, ou seja, não lhes reconhecem as diferenças. O designativo genérico “índios” camufla, portanto, uma diversidade de culturas e de povos indígenas.
Ao tratar sobre os Guarani Mbyá e os Kaingang, esta publicação quer salientar a diferença existente entre eles, não para excluí-los do convívio com a sociedade regional e nacional, mas para que possam ser respeitados nessa diferença, para que possam ter o direito de serem diferentes. |
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Os Índios Kaingang
de San Pedro
Esse livro torna acessível uma clássica etnografia sobre os Kaingang, publicada originalmente em
espanhol (Buenos Aires, 1894). Trata-se do mais importante e original trabalho sobre comunidades Kaingang que habitaram em território argentino (em
Missiones), no século XIX. Juan Ambrosetti visitou a última delas, em San Pedro, em suas importantíssimas Viajes a Missiones,
àquela época uma região de floresta quase inacessível. Entre seus méritos, esse trabalho de Ambrosetti tem o de ser a
publicação etnográfica que divulgou as primeiras fotografias dos Kaingang (presentes no volume). Inclui, além disso, um
vocabulário com mais de 800 itens (no livro, em versão trilíngüe), o mais extenso vocabulário dessa língua publicado antes
de 1900. O livro de Ambrosetti também deu divulgação à história do menino Bonifácio Maidana, cujo pai fora morto pelos
índios, e que, adotado por um deles, veio a se tornar o último importante cacique Kaingang em território
argentino. |
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Os Kaingang de São Paulo
“Os Kaingang de São Paulo” é um trabalho escrito pelo etnólogo russo H.H. Manizer, membro da expedição científica russa ao Brasil em 1914-1915. Publicado postumamente, nos Anais do 23O. Congresso Internacional de Americanistas (1930), esse precioso texto há muito merecia uma edição brasileira. Os Kaingang do oeste paulista foram os últimos grupos desse povo a estabelecer relações pacíficas com a sociedade brasileira, um século depois do primeiro “aldeamento” em Guarapuava (PR). Em março de 1912, depois de anos de perseguição e pressões de todo tipo, os Kaingang aceitaram o contato pacífico, em que se empenhavam os funcionários do SPI. Foi com esses Kaingang que Henrich Manizer teve contato, menos de dois anos depois, e sobre os quais escreveu essa preciosa etnografia. Apesar das relações estabelecidas, havia grande temor do SPI por qualquer mal entendido que pusesse a perder os esforços de aproximação. Isso é o que revela o texto de Manizer que é, também, um raro registro do cotidiano de um estabelecimento indigenista oficial nos primeiros anos de “contato” com um grupo indígena. O texto ganha em clareza com a ajuda de ricas ilustrações, produzidas pelo próprio Manizer. A ele devemos, aliás, o único registro iconográfico detalhado de um sepultamento tradicional Kaingang. |
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Aspectos Fundamentais da Cultura Kaingang.
O título desse livro homenageia o clássico trabalho de Egon Schaden, Aspectos Fundamentais da Cultura Guarani, publicado há meio século (1954). Como a obra de Schaden, o livro da antropóloga Juracilda Veiga também cumpre a tarefa de permitir ao leitor um panorama quase completo de uma sociedade indígena. Tratando – com profundidade e clareza – da questão da organização social Kaingang, o texto de Juracilda não deixa de apresentar ao leitor aspectos do funcionamento cotidiano dessa importante sociedade indígena no Brasil. Essa obra reúne o rigor metodológico da Antropologia ao sabor das etnografias produzidas no contato bastante íntimo com a comunidade indígena. A autora ainda brinda o leitor com informação histórica e bibliográfica, e apresenta, em detalhes, o ritual Kaingang para os mortos, a festa do Kikikoi. Em anexos, disponibiliza o texto de mitos indígenas e uma lista de nomes Kaingang e, em um CD que acompanha o livro, um conjunto de genealogias. |
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